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Menstruação com cheiro forte: o que pode ser? Será doença?



Sentiu um odor muito forte na menstruação e acha que pode estar com alguma doença? Esse cheiro fétido pode ter algumas causas específicas, que são explicadas pelo ginecologista Dr. Celso Luiz Borrelli, do Hospital do Coração (HCor), de São Paulo. O especialista esclarece dúvidas sobre o tema e alerta para o uso da camisinha e do absorvente interno, que podem ser causadores do problema.

Qual é o cheiro comum da menstruação?

O cheiro que se sente na menstruação é o odor do tecido do endométrio, que se descola da parede do útero e causa do sangramento no período menstrual. Segundo o especialista, quando o endométrio descama, até que ele seja eliminado pela vagina, pode ser que aconteça um processo de decomposição e necrose do tecido que promova um cheiro próprio da menstruação, mas que não deve ser tão incômodo.

“O odor é característico do sangue. Se estiver fora da característica comum e houver algum tipo de infecção, esse odor fica fétido, cheirando podre”, esclarece o médico.

Menstruação com cheio de podre: o que é?

Dr. Borrelli lista e explica quais são as possíveis causas para a alteração do cheiro comum da menstruação. Antes, o profissional alerta para a influência do olfato na hora de determinar o que pode ser um cheiro ruim ou não. “Existem pacientes que acham que o odor é muito forte, mas na verdade é normal. Existe a individualidade da menstruação e do olfato, que pode causar essa confusão. O que é muito forte para uma pessoa, pode ser natural na avaliação de um médico especialista”.

Fluxo muito intenso – Quando a mulher tem um maior volume de descamação do endométrio e o fluxo de sangue é muito intenso durante a menstruação, pode ser que o cheiro se torne mais forte. Isso porque há mais tecido endometrial em processo de decomposição, o que torna o odor de necrose mais intenso. “Misturando o endométrio com sangue, você tem produto orgânico que, dependendo da quantidade e do tempo acumulado na cavidade vaginal, pode ter uma decomposição que gere odor mais forte”. Porém, apesar de mais forte, o cheiro não deve ser fétido.

Demora para trocar o absorvente – Quanto mais tempo o sangue fica no absorvente, mais forte tende a ser o cheiro da menstruação, porque o material continua em contato com o corpo e o processo necrótico segue acontecendo. O ideal é trocar a cada 3 horas, ou antes, dependendo da intensidade do sangramento. Mas, nesse caso também, o odor mesmo mais forte não foge do que é natural à menstruação.

Partes de absorvente interno no canal vaginal – Esse é um caso que, segundo Dr. Borrelli, merece atenção. “Muitas mulheres não percebem, mas quando tiram o absorvente interno, acabam deixando pedaços de algodão dentro da vagina. E esse material orgânico acaba infectando em contato com o sangue e, isso sim, gera um odor muito forte e próximo ao cheiro de podre”, explica.

Camisinha que ficou dentro da vagina – Em casos onde a camisinha se solta ou se rompe e pedaços dela ficam dentro do canal vaginal, há o risco de esse corpo estranho infeccionar. Com isso, há também a chance de gerar um odor fétido quando o sangue entrar em contato com o material.

Pode ser vaginose bacteriana?

Segundo o médico do HCor, apesar de muito comum, a relação entre o mau cheiro da menstruação e a vaginose bacteriana não deve existir. “A vaginose bacteriana causa mau cheiro por conta da ação das bactérias com as células da vagina, apresentando odor também fora do período menstrual, por isso não é uma característica própria da menstruação com mau cheiro. Muitas vezes, inclusive, a menstruação pode mascarar esse cheiro ruim provocado pela infecção da vaginose. Sendo assim, a mulher irá notar o problema em qualquer período, não só no menstrual, e deverá procurar um médico”, afirma o especialista.

Como identificar o problema?

Se você sentir o que se assemelha ao cheiro de peixe podre durante a menstruação, é preciso procurar um ginecologista que possa realizar um exame especular. Através dele, o médico consegue analisar o canal vaginal para encontrar possíveis corpos estranhos que estejam causando infecções, como restos de absorvente interno ou outros tipos de materiais.

“Dependendo do que o médico encontrar no exame, poderá passar o tratamento adequado. Se for só um material esquecido por pouco tempo, normalmente retirá-lo do canal vaginal já é suficiente. Porém, se há secreção anormal junto, além do sangramento, é possível que uma infecção esteja estabelecida. Nesses casos, o mais indicado é usar antibiótico no local ou via oral”, indica o Dr. Celso Luiz Borrelli.

Com informações do Bolsa de Mulher

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