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Sergipe e Bahia discutem estratégias para a cultura de citros



Foto: Márcio Dantas
Com o compromisso de buscar soluções para as dificuldades encontradas na cultura do citros do Nordeste, representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia e técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) estiveram reunidos, no último dia 15 de fevereiro, em Salvador, para traçar estratégias no âmbito da assistência técnica, pesquisa e defesa sanitária vegetal.
O diretor técnico da Emdagro, Gismário Nobre, a coordenadora de defesa vegetal, Aparecida Andrade e o pesquisador Marcelo Mendonça representaram Sergipe na reunião, que buscou também definições para o Encontro da Citricultura Bahia e Sergipe, que ocorrerá no dia 15 de março. Neste evento serão discutidos aspectos da citricultura baiana e sergipana, crédito rural e renegociação de dívidas, a importância da produção de mudas sadias, manejo de pragas com foco na Mosca Negra, assim como as ações institucionais dos dois estados.
 
Além das discussões em torno do seminário, a reunião abordou também a importância da produção de inimigos naturais, uma vez que o estado de Sergipe tem pronta a sua Biofábrica, com capacidade de produzir em escala comercial fungos entomopatogênicos, predadores e parasitóides, podendo atender a demanda dos produtores rurais não só de Sergipe e de outros estados do nordeste, com objetivo de controlar pragas agrícolas. “Para se ter uma ideia, só na área do Pólo Citricola, que engloba as citriculturas do sul sergipano e do litoral norte baiano, estima-se que cerca de cinco milhões de plantas estão afetadas com pragas controláveis com entomopatógenos, por isso, com produção da Biofábrica, poderemos atender todos esses agricultores, como também de outros Estados do Nordeste”, avaliou o diretor técnico da Emdagro.
Na área de defesa vegetal, os participantes discutiram sobre o trânsito interestadual de cargas de laranja, principalmente oriundas dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, em virtude da presença do Greening (HLB), já que Sergipe e Bahia tem Status de Área Livre para essa doença que é considerada a doença mais devastadora para a citricultura em todo mundo. “Segundo estudos realizado em 2015 pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo, no Estado o Greening é responsável pelo aumento do custo de produção e pela erradicação de 42,5 milhões de pés de citros, que corresponde a aproximadamente 100 mil ha., e pelo encolhimento do parque citrícola paulista que, no último ano, perdeu 6% de sua área plantada”, esclareceu Aparecida Andrade.
 
Pelo Estado da Bahia estiveram na reunião pela Seagri o Chefe de Gabinete, Reub Celestino, o superintendente Adriano de Sá Bouzas, o Diretor Assis Pinheiro, a representante da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) Suely Xavier.

Fonte: ASN
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