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Riachuelo abre espaço para identificação da raça negra em Sergipe

29 de novembro de 2017
 “Vamos representar nossa identidade racial e buscar mais respeito à cultura negra”. Foram com essas palavras que foi aberta na noite dessa terça-feira (28) a Campanha “Meu Torço, Minha Identidade”, no município de Riachuelo. Reunidos na Praça do Coreto, vários representantes de grupos ligados ao movimento assistiram e falaram sobre a importância de se manter as tradições e religiosidade viva na comunidade. A ação contou com o apoio da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Trabalho (SMAST), e Coordenadoria de Igualdade Racial, Gênero e Diversidade, e da Sociedade Omolàiyé.



Autora da fala de abertura do texto, a coordenadora do Projeto Olopê Griots da Sociedade Omolàiyê, Martha Sales, falou para os presentes e enalteceu a importância da valorização das tradições culturais e religiosas, não somente do município, mas de tudo que está ligado à raça. “O torço me representa, representa minha cultura, minha religiosidade, e por isso deve ser reconhecido. Estamos levantando essa campanha para mostrarmos a sociedade quem realmente somos”, explicou.  



O espaço contou com a apresentação de músicas afro-brasileiras e de vários cartazes, que ilustravam uma carteira de identidade com fotos de representantes de pessoas da comunidade riachuelense utilizando o torço. De acordo com os organizadores, a intenção simbólica traduz a necessidade da população negra se manifestar perante a sociedade. A campanha assegura que a população negra possa retirar documentos oficiais, como o Registro Geral (RG), com a indumentária, que está ligada diretamente a religiosidade da raça.    


Para a secretária municipal de Assistência Social, Cecília Dias, é um evento muito importante para a comunidade riachuelense. "O município possui uma raiz muito forte sobre a cultura afro-brasileira. A permição e início do projeto executado, aqui, permitirá o início da busca pela igualdade racial e a quebra de preconceitos relacionados ao tema", afirma Cecília Dias.

Terreiros e Sociedade Omolàiyé


Atualmente, o município de Riachuelo é dos que mais possuem terreiros em Sergipe. São mais de 20, que mantém as tradições religiosas da raça negra viva no Estado. Já a Sociedade Omolàiyé é uma comunidade de estudos étnicos, cultural, políticos e social, que faz parte do Projeto Olopê Griots, responsável pela importância do papel da mulher negra no combate as discriminações racistas e religiosas ligadas a matrizes africanas.


Fotos: Tarcísio Dantas

Fonte: Ascom/PMR